31 de Julho de 2008

Chama-se E-escolinhas e é o projecto que vai colocar nas mãos das crianças portuguesas 500 mil computadores “Magalhães”: o primeiro portátil desenhado e produzido na totalidade em Portugal.
José Sócrates apresentou ontem mais uma fase do Plano Tecnológico. No Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o primeiro-ministro apresentou um computador portátil destinado às crianças do ensino básico. Baptizado de “Magalhães”, a máquina tem arquitectura Intel e assemelha-se, em conceito, ao já conhecido Classmate PC (o computador que a Intel criou para as crianças de países em vias de desenvolvimento).

A partir de Setembro, vai ser possível subscrever o E-escolinhas (que, como o nome indica, vai funcionar da mesma forma que o E-escolas). O computador vai ficar a custo zero, a 20 euros ou a 50 euros, consoante o rendimento das famílias e a sua comparticipação. Não existe obrigatoriedade de subscrição por parte das famílias.

Hoje, ficou a saber-se mais sobre o processo de fabrico do “Magalhães”. Segundo José Sócrates, 30 por cento da máquina vai ser construída em Portugal. Valor que, no próximo ano, chega aos 100 por cento, excepto o processador. Uma informação algo confusa, visto que é impossível construir um computador deste género na totalidade. Só criando em Portugal uma fábrica que construa todos os componentes do computador. O que não existe em lado nenhum.

O que se percebe ao ler os comunicados de imprensa é que a JP Sá Couto e a Elitegroup Computer Systems (ECS) vão criar uma unidade ODM (Original Design Manufacturer) que é a primeira do género na União Europeia e que o Magalhães é um computador para ser, principalmente, exportado. Para isso, a actual fábrica da JP Sá Couto vai ser aumentada a breve prazo não se sabendo ainda quantos postos de trabalho vão ser criados. Esta unidade ODM pode desenhar e conceber máquinas, mas terá sempre que comprar componentes a terceiros. Fica, no entanto, encarregue de montar a máquina e certificar-se da sua qualidade.

Exame Informática

publicado por FreeSoft às 11:50

Vou já comprar dois!! Mas dos que são de graça! ehe!!
No final de contas, até é uma boa ideia! Pelo menos possibilita que quem não tenha possibilidades de comprar uma grande máquina, poder oferecer um computador destes aos seus filhos! Que afinal, é bem bom para miúdos entre os 6 e os 10 anos e de certeza que serve perfeitamente para as suas necessidades.!
Eu pelo menos com essa idade, nem sabia o que era um computador.
O pior disto tudo, é que finalmente se vai acabar com o conceito de recreio em que todos andavam a correr atrás uns dos outros a jogar á bola e ás escondidas e á apanhada. Vamos começar a ver os putos todos agarrados aos computadores durante as horas em que deveriam andar a gastar as calorias consumidas durante o dia e a aprender o que é camaradagem.
Enfim! não há bela sem senão!!

Abraços
31 de Julho de 2008 às 18:28

Leitor atento:
E será que as criancinhas de 6 a 10 anos precisam mesmo de um computador (portátil ou não)? Na fase em que precisam de tomar contacto com os livros, os cadernos, aprender a ler e a escrever (em bom português) vão precisar de um computador para quê? Sim, porque presumo que o objectivo não é atribuir computadores para as crianças jogarem e navegarem na Net. Se se trata de computadores oferecidos pelo Governo, será para servirem como instrumento de estudo na escola e em casa.
Esta fobia da info-exclusão faz-me muita confusão.
Já viram algum estudo sobre os benefícios do uso do computador para fins académicos a partir dos 6 anos? Se viram, digam-me... tenho curiosidade em ler.
E não me venham dizer que nos países nórdicos é assim. Nem sempre são bons exemplos e infelizmente a maioria das vezes pelas piores razões.
1 de Outubro de 2008 às 14:30

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